Já ouvir falar em BDD?

Segundo a Wikipédia, desenvolvimento dirigido ao comportamento, BDD (behavior-driven development), é um processo de desenvolvimento de software, baseado em outra técnica, chamada de TDD (test-driven development), o qual combina técnicas e princípios de desenvolvimento orientado à testes, com design dirigido ao domínio (DDD) e orientação à objetos (OO), provendo à desenvolvedores e analistas de negócio (ou mesmo clientes), ferramentas e processos compartilhados para a colaboração no desenvolvimento de software, com o objetivo da entrega de softwares que realmente importam.

Na noite de hoje tive o prazer de participar de um evento do guts-rs, com uma contagem por baixo de ao menos 50 pessoas, na qual testadores, desenvolvedores e pessoal ligado à análise e processos, puderam conhecer um pouco sobre a técnica, algumas ferramentas utilizadas em diferentes contextos e por final uma sessão mão na massa, com um testing dojo.

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Interessantemente, semana que vem começarei a trabalhar no dia-a-dia com BDD, e este evento caiu como uma luva. =)

O evento começou com uma palestra interessante sobre a utilização de BDD, com a Cíntia Armesto – RBS, nos projetos do “Pense”, com a utilização da ferramenta JBehave, utilizando-se da linguagem Java. Nesta palestra foram explicados alguns conceitos relacionados à BDD, e então foram apresentados 5 passos para se fazer BDD com JBahve. 1º se escrevem as estórias, depois os steps são mapeados (given, when, then), 3º configura-se a execução dos testes, 4º os testes são executados, e por último a análise do resultado dos testes por meio de um relatório gerado pela ferramenta é realizada.

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Logo após, Altamir Junior Dias – CWI, apresentou as facilidades da utilização de BDD com SpecFlow, utilizando-se da linguagem .NET. Os conceitos praticamente se repetiram ao longo das apresentações, mas pudemos notar a facilidade na instalação da ferramenta e mesmo na criação de scripts de BDD, chegando a questões relacionadas a hooks, para por exemplo, algum trecho de código ser executado antes dos testes, para população do banco de dados a ser consumidos pelos testes.

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Quando eu disse que o evento caiu como uma luva, eu estava falando da então 3ª palestra da noite, com Daniel Wayhs – CWI, e a utilização do Cucumber com Ruby, exatamente a ferramenta a qual irei utilizar no trabalho e foi legal para poder experimentar.

Na palestra do Daniel pudemos entender um pouco mais sobre a fisolofia por trás do desenvolvimento dirigido ao comportamento, não só como uma técnica de testes automatizados, mas também como uma documentação viva e uma poderosa ferramenta de comunicação entre clientes e desenvolvedores de software. Conhecemos os Gherkin (linguagem entendida pelo Cucumber) e sobre a facilidade da reutilização de código, após steps criados. Conversou-se sobre o desenvolvimento de features ao invés de stories, por questões de reutilização e manutenção de código. Falou-se sobre RSpec (utilizado para testes unitários). E também pudemos aprender sobre a integração do Cucumber com o browser PhontomJS (o qual renderiza o browser em memória e provê testes ainda mais rápidos), e utiliza-se do Capybara e Poltergeist para sua integração .ImagePara fechar a noite com chave do outro, o Daniel sugeriu um dojo, utilizando-se de Cucumber para a criação de features, testes, e código em Ruby, para a construção de uma calculadora, visando testes primeiramente falhando, tratamento de erros, testes passando e refatoração de código. No dojo foi possível colocar em prática a matéria aprendida e tirar dúvidas práticas sobre a utilização da técnica, além da rica experiência de exercitar algo que cada vez mais será exigido no mercado de desenvolvimento de software.

ImageNo próximo post irei falar sobre aprendizado de programação com a utilização da plataforma do CodeCademy. Aguarde!

Aguardo seu feedback e uma ótima semana!

Dica de QA: Inscreva-se na newsletter do GUTS – Grupo de Usuários de Testes de Software – SUCESU-RS –> http://guts-rs.blogspot.com.br/

Dê uma olhada na versão em Inglês deste post – Have you heard about BDD?

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2 comentários em “Já ouvir falar em BDD?

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